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E O BEIJO N�O ERA MAIS O MESMO…
Os dois haviam se conhecido por um daqueles meros acasos do destino, que colocou-os lado a lado na escola da vida. Seria apenas uma brincadeira descomprometida, mas, que por ironia da coincid�ncia, fez com que se tornassem t�o s�rias suas apari��es que j� n�o as suportariam mais ao longo do tempo. N�useas acrob�ticas eram sentidas por lugares-em-comum, at� que um foi embora, e o outro voltou atr�s. Tornou-se um c�rculo vicioso, no qual, justo no momento do escape, um resolve voltar atr�s e iniciar novamente a caminhada sem rumo. Nessa caminhada, seus passos ficavam mais e mais longos e distantes um do outro. At� o dia em que n�o se reconheceram. Notaram que tudo tinha sido vazio, desconhecido de seus olhos e suas almas. Seus toques j� viraram tapas; os beijos, mordidas. Os olhares se desencontraram e agora s�o como paralelos: nunca mais se encontrar�o.
